Piauiense participa do desenvolvimento de suporte para maçaneta

Item é usado para abrir portas com o braço, evitando contaminar o local.

A pandemia do novo coronavírus tem causado situações inusitadas para a maioria das pessoas. Não poder sair de casa, ter que usar máscara na rua, fazer uso frequente do álcool em gel e manter distância das pessoas não são ações comuns para os cidadãos. Por causa da Covid-19, a vida da maioria das pessoas sofreu grandes mudanças.

Para ajudar no combate a essa pandemia, o piauiense Jonierson de Araújo da Cruz, de 40 anos, que atualmente trabalha no Instituto Federal do Tocantins (IFTO), ajudou no desenvolvimento de um suporte de maçaneta. Para evitar tocar com as mãos na maçaneta para abrir a porta, a pessoa pode usar o suporte para abri-la com o braço, evitando contaminar o local.

Foto: DivulgaçãoSuporte para maçaneta tem sido usado para evitar que o novo coronavírus se dissemine.
Suporte para maçaneta tem sido usado para evitar que o novo coronavírus se dissemine.

Em entrevista ao Rota 343, o professor de Física, que trabalha no Campus Araguaina (TO), contou que a ideia surgiu após pesquisas na internet.

“A ideia surgiu após a instituição onde trabalho, no caso o Instituto Federal do Tocantins, lançar um edital de apoio financeiro a projetos de combate a Covid-19. Como venho ultimamente trabalhando com impressão 3D, busquei na internet projetos de enfrentamento a pandemia que utilizasse tecnologia 3D. Dentre entre eles, selecionamos o de máscara face shield e o de suporte de maçaneta”, explicou.

Foto: DivulgaçãoMáscara face shield também foi desenvolvida.
Máscara face shield também foi desenvolvida.

Seguindo um modelo disponibilizado na internet, o professor realizou alguns ajustes na peça, utilizando software de modelagem 3D. Durante duas semanas, ele se dedicou a adaptar o objeto para que o mesmo pudesse atender o maior número possível de maçanetas, visto que elas podem ser encontradas em vários formatos. No momento, a equipe trabalha na modelagem do suporte no formato redondo, para ser usado pelas unidades de saúde. Jonierson explicou como o objeto funciona:

“As peças são produzidas utilizando tecnologia 3D. São compostas de duas peças conectada uma na outra por meio de parafusos. A montagem é bem simples, não necessitando desmontar ou perfurar a maçaneta.”

Até o momento, no campus do IFTO 20 maçanetas já foram produzidas e enviadas para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade. O projeto já vem sendo “copiado” por profissionais de outros estados, que já entraram em contato com Jonierson interessados em produzir o mesmo modelo.

O professor garante que, para ele, é um prazer poder disponibilizar os arquivos e pesquisas desenvolvidos para outras pessoas do país, além de poder trocar experiências com elas. Finalizando, ele contou sobre a importância desse tipo de projeto.

“Esta iniciativa, assim como as outras que vem sendo desenvolvidas, são relevantes para reduzir a disseminação do vírus. A soma destas ações certamente contribuem para que possamos diminuir o número de pessoas contaminadas”, declara o professor.

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