Escolas de Floriano usam tecnologia para continuar ensino em meio à pandemia

Mesmo com isolamento social, unidades de educação continuam repassando conhecimento aos alunos.

A pandemia do novo coronavírus, que está afetando todo o mundo, tem causado impacto em diversas áreas da vida da população. Com o isolamento social, a educação também foi afetada, fazendo com que alunos e professores precisassem se adaptar e criar alternativas para que o conhecimento continuasse a ser repassado.

Em Floriano (PI), duas escolas particulares também precisaram buscar soluções para os alunos. Para a Escola Menino Jesus de Praga (EMJP), as adaptações ocorreram em maior escala, enquanto o Colégio Madre Teresa (CMT) encontrou poucas dificuldades, visto que já usava o meio online para repasse de conteúdo, muito antes da pandemia afetar a vida dos alunos.

Segundo Rosa Maria da Silva Guedes, diretora geral da EMJP, o novo coronavírus alterou toda a rotina da escola (assim como das demais instituições de ensino pelo mundo). Para lidar com a falta dos alunos em sala de aula, a escola precisou aderir ao repasse de conteúdo através da internet. O conteúdo das aulas e atividades tem sido repassados através de uma plataforma digital, por e-mail e também via WhatsApp.

Foto: DivulgaçãoRosa Maria da Silva Guedes, diretora geral da Escola Menino Jesus de Praga.
Rosa Maria da Silva Guedes, diretora geral da Escola Menino Jesus de Praga.

Apesar de parecer algo fácil de implantar, a escola tem encontrado dificuldades, pois alguns alunos ainda não possuem acesso ao ambiente virtual ou ainda não se adaptaram ao uso do mesmo.

Para que os 240 alunos da instituição consigam absorver conhecimento, mesmo em casa, a diretora orienta que os pais ajudem as crianças nas atividades e, principalmente, criem uma rotina de estudos para os filhos.

Questionada sobre os prejuízos que a quarentena tem causado ao ano letivo dos alunos, Rosa é otimista e acredita que a escola conseguirá enfrentar o problema de forma eficiente, para que os alunos continuem aprendendo.

“Devemos ser otimistas e acreditar que iremos dar continuidade ao processo de ensino e aprendizagem sem causar maiores prejuízos aos nossos alunos. O impacto será grande e a escola precisa se reorganizar para atender os novos desafios e dar continuidade ao ano letivo. Estamos utilizando diversas ferramentas para repassar os conteúdos e como também manter o vínculo entre alunos e professores”, declara a diretora-geral da Escola Menino Jesus de Praga.

A situação do Colégio Madre Teresa é semelhante, porém, um fator foi determinante para que a instituição se adaptasse facilmente ao isolamento social: o uso da tecnologia. Antes mesmo da pandemia, a escola já usava uma plataforma digital com os pais, alunos e professores, além de ter aulas online.

A proprietária da unidade de ensino, diretora geral e professora de Redação, Keyla Alves Pimentel da Silva, conta que o colégio foi pego de surpresa com a pandemia do novo coronavírus e que jamais imaginou que os alunos ficariam tanto tempo sem frequentarem a sala de aula. Porém, apesar da mudança, lidar com a tecnologia não foi um problema para os quase 400 alunos da instituição.

“O Colégio Madre Teresa sempre foi digital, desde a sua implantação. Nós sempre utilizamos a plataforma digital para encaminhar vídeo aulas, atividades, para realizar simulados, então mesmo com o isolamento social, não tivemos muita dificuldade. Nós temos uma plataforma onde todos os alunos e professores são cadastrados e a única coisa que a gente fez, foi ampliar ainda mais o envio dessas atividades. Nós também temos uma agenda digital, que funciona via WhatsApp, onde encaminhamos atividades para os pais, e eles respondem e nos enviam de volta”, explicou Keyla.

Apesar do uso da tecnologia não ser um problema, a diretora destaca que a situação como um todo, é novidade para todas as pessoas. Por não estarem no universo da sala de aula, percebe-se que os alunos possuem certa dificuldade na aprendizagem e, muitas vezes, os pais não conseguem auxiliá-los, pois não possuem conhecimento em todas as áreas. Além disso, muitos pais não possuem o tempo necessário para ajudar as crianças, devido as suas atividades profissionais.

Foto: DivulgaçãoKeyla Alves Pimentel da Silva, Proprietária do Colégio Madre Teresa, diretora geral e professora de Redação.
Keyla Alves Pimentel da Silva, Proprietária do Colégio Madre Teresa, diretora geral e professora de Redação.

Até o momento, em ambas as unidades escolares, o coronavírus ainda não afetou o quadro de funcionários. A Escola Menino Jesus de Praga, que emprega 25 pessoas e o Colégio Madre Teresa, que tem 46 funcionários, tem conseguido manter os empregos e demais despesas devido às mensalidades, que tem sido cobrado normalmente, ou então de acordo com a necessidade de cada pai, sendo cada caso tratado individualmente.

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