Comitê lança campanha para combater violência contra mulheres do campo

Iniciativa tem como objetivo contribuir com a luta contra as diferentes formas de violência.

O Comitê de Políticas para Mulheres Rurais do Estado do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), realizou, na quarta-feira (23), o lançamento da Campanha de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Campo. A iniciativa tem como objetivo contribuir com a luta contra as diferentes formas de violência contra as mulheres do campo.

A consultora de Gênero, Raça, Etnia e Geração do Projeto Viva o Semiárido (PVSA), Sarah Luiza, e a consultora de Gênero e Geração do Progere II, Wladynea Albuquerque, mediaram o lançamento que ocorreu de forma remota.

Wladynea Albuquerque falou do plano estadual construído pelo Comitê de Mulheres da SAF.

“Após esse lançamento iremos iniciar a veiculação dessa campanha em todo o estado do Piauí. É importante frisar que ela faz parte de um Plano de Ação de Enfrentamento à violência contra as Mulheres do Campo intitulado “Mesmo Distantes Estamos Unidas, dizemos não à violência contra as mulheres do campo”, que tem como objetivo ser uma campanha participativa e inclusiva, para que as mulheres se sintam pertencentes e capazes de denunciar e também de incentivar outras pessoas, mostrando os canais e fortalecendo para que busquem um apoio”.

O momento foi constituído a partir das reflexões de representantes do governo e dos movimentos sociais que constroem o Comitê de Políticas para as Mulheres Rurais. Participaram do evento, a presidente da Fetag-PI e deputada estadual Elisangela Moura; a secretária estadual de Mulheres da Fetag, Marlene Veloso; a coordenadora da Juventude do Piauí (Cojuv), Ianara Evangelista; a secretária nacional de Mulheres da Contag, Mazé Morais; a coordenadora do Centro de Educação Ambiental e Assessoria (CEAA), Maria da Luz Fonseca; a representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Maria Gonçalves; Ednalva Costa, representante da Cooperativa de Trabalho de Prestação de Serviços para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cootapi); a presidente da Central de Cooperativas e Empreendimentos da Economia Solidária (Unisol) e a representante do Emater, Márcia Mendes.

Foto: DivulgaçãoViolência contra a mulher

Segundo a secretária de Estado da Agricultura Familiar e coordenadora do comitê, Patrícia Vasconcelos, a campanha irá levar às mulheres do campo mais informações e instrumentos de denúncia, possibilitando que elas possam sair do ciclo da violência.

“A ideia da campanha surgiu para que a gente pudesse levar essa discussão no âmbito dos projetos que a SAF desenvolve. Nessa volta gradativa das atividades da secretaria e do comitê, espero que a gente possa levar a nossa mensagem e os instrumentos de denúncia e, principalmente, mostrar a essas mulheres que elas não estão sozinhas. Em cada município terá alguém que nos represente e que dará esse apoio para as mulheres rurais”, destacou a gestora.

A coordenadora estadual de Políticas Públicas para Mulheres, Zenaide Lustosa, falou da importância do plano e da campanha e da necessidade do diálogo entre os diferentes órgãos e instituições.

“É importante a gente dialogar não só dentro da gestão estadual, mas também nas municipais, pois é por meio delas que podemos implementar, por exemplo, a Lei Maria da Penha e discutir gênero nas escolas. A gente tem que fazer a transformação a partir da infância, para que homens e mulheres cresçam tendo respeito uns pelos outros”, destacou a coordenadora.

Na ocasião, a coordenadora do Centro de Educação Ambiental e Assessoria (CEAA), Maria da Luz Fonseca, fez a leitura da carta compromisso para candidatos nas eleições de novembro de 2020, onde destacou a necessidade dos gestores municipais garantirem e protegerem os direitos das mulheres em situação de violência. Entre os objetivos da carta está o de proporcionar às mulheres do campo e da cidade o atendimento humanizado, integral e qualificado na rede de atendimento em situação de violência; a promoção de políticas de igualdade de gênero e o combate à violência contra as mulheres; criar condições para a implementação da Lei Maria da Penha no campo, etc.

O comitê é formado por representantes da Seduc, Seplan, Emater, SSP, SAF, CEPM e Cojuv e faz uma integração das políticas públicas desenvolvidas no estado voltadas para mulheres rurais.

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