Rota 343 Entrevista: Ancelmo, pré-candidato ao cargo de vereador de Floriano

Hoje, nosso portal começa uma série de entrevistas com os pré-candidatos da eleição deste ano

Neste domingo (26), o Rota 343 dará início ao ‘Especial Eleições 2020’. Nos próximos finais de semana, traremos entrevistas com os pré-candidatos ao cargo de Prefeito e de Vereadores do município de Floriano (PI). Os participantes responderão as mesmas perguntas, com a finalidade de não haver favorecimento para nenhum dos pré-candidatos por parte de nosso portal.

Foto: Arquivo PessoalAncelmo Jorge Soares da Silva
Ancelmo Jorge Soares da Silva

O primeiro pré-candidato entrevistado é Ancelmo Jorge Soares da Silva, de 43 anos. Natural de Floriano, ele é formado em Biologia pela UFPI (Universidade Federal do Piauí) e em Enfermagem pela Uespi (Universidade Estadual do Piauí). Além disso, é Mestre em UTI pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (Sobrati).

Servidor público desde 2009, ele já ocupou os cargos de professor na UFPI e na Uespi, de líder estudantil e líder de classe. Em Floriano, ele foi diretor da Vigilância Sanitária, coordenador diretor do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), coordenador do Programa da Saúde da Família (PSF) e coordenador do Programa de Imunização. Ele também coordenou o Samu nos municípios de Francisco Ayres e Arraial. Em Oeiras, ele foi diretor do Hospital Regional Deolino Couto.           

Confira abaixo a entrevista com Ancelmo, que será candidato ao cargo de vereador, pelo PMN:

Rota 343 - Por que você decidiu se candidatar ao cargo de vereador?

“Eu decidi ser candidato porque essa questão política sempre esteve muito próxima de mim. Tudo começou quando eu fui convidado a participar de uma chapa do Grêmio Acadêmico, quando eu respondia pela Diretoria de Relações Interpessoais e Comunicação, e nossa chapa ganhou. A gente fez um trabalho voltado para defender um professor da escola, e a partir de então eu comecei a entender como era ser partidário, como se defende um posicionamento de ideologia.

No meio acadêmico eu fui presidente do Centro Acadêmico de Biologia, depois concorri para presidente do Centro Acadêmico de Enfermagem, e sempre estive envolvido em questões que dizem respeito ao curso, as relações pessoais, e com isso fui crescendo, fui gostando, fui me posicionando.

Eu também fui cabo eleitoral partidário, onde eu acreditava e apoiava alguns candidatos a vereador e prefeito, e com isso foi crescendo a vontade de participar efetivamente do processo político. Além disso, alguns amigos me motivaram a participar desse processo, pra que a gente pudesse ter um representante, já que eu vinha fazendo um grande trabalho de ajudar, de prosperar, no sentido de que eu era efetivo no sentido de ajudar as pessoas e de uma boa relação, de integração, de ouvir, de liderar algumas questões que são de interesse comum a todos, para que possamos chegar a um resultado, não somente um grupo, mas que todos sejam favorecidos em defesa de uma bandeira em questão.”

Rota 343 - Que tipo de mudanças você acha mais urgente que ocorram em Floriano atualmente?

“Floriano hoje é uma cidade de um grande polo econômico, que é preciso fazer mais investimentos nesse sentido. Infelizmente, as vezes, a gente não tem um direcionamento voltado para isso, porque o poder econômico, que é o poder do município que gerencia essa parte, ainda não tem uma estrutura empresarial de empreendedorismo de grande potencial. É uma cidade com potencial, mas que acaba não tendo êxito nesse sentido.

Primeiro, precisamos ter um saneamento básico seguro para que algumas empresas e indústrias venham se instalar. A gente tem um sistema elétrico ainda precário, apesar de termos uma barragem muito próximo da cidade, mas não há um sistema elétrico de grande capacidade, que possa estar dando garantias para essas empresas virem para o município.

Outra medidas é que incentivar o empreendedorismo, porém nossa cidade ainda não está preparada para agregar. E de outras situações, agregando essas empresas, tem que estar voltada mais para a isenção fiscal, incentivar dessas formas, mas não esquecendo de que a cidade precisa estar preparada para receber toda essa estrutura para o desenvolvimento econômico da nossa cidade.”

Rota 343 - Como você enxerga a situação do fomento do esporte na nossa cidade, considerando que há o Corisabbá na cidade, mas está apenas na Série B do Estadual?

“A nossa cidade é apaixonada por futebol. Nosso Corisabbá é a paixão dessa cidade, pude perceber isso nesse último campeonato. Participei efetivamente como torcedor e apoiador, mas como consequência de outras administrações, de outras diretorias do clube, e pela questão de um não planejamento voltado para o esporte, a gente acaba não tendo essa harmonia que nós temos, que é paixão pelo futebol e envolvimento de outras classes. O poder público, sozinho, não tem como arcar com todo o benefício do Corisabbá, e ai a gente volta um pouco para a questão de orçamento. O município, pelas receitas serem poucas, não temos como fazer um planejamento orçamentário com recursos muito altos voltados para o Corisabbá.

Eu sou amante do esporte desde a minha adolescência, sempre admirava muito as escolas da nossa cidade, que tinham grandes campeonatos de interclasse, organizados por cada uma das instituições escolares, onde fazia com que nossa adolescência se inspirasse no esporte, para que a gente pudesse crescer com essa paixão, não somente pelo futebol, mas outras modalidades. A nossa cidade é um centro de concentração de esportes, jiu jitsu, ciclismo, entre outras modalidades. Nosso prefeito, apesar dos poucos recursos, conseguiu destinar recursos para cada desportista, para que eles possam contemplar e não desmotivar o esporte na nossa cidade.

Deixo aqui minha reflexão, que sei que nós como representantes, gestores, precisamos encontrar situações que fomentem mais o esporte de forma geral, não somente o Corisabbá, mas as demais modalidades esportivas também, para que possamos ter mais representantes. Essa é uma saída para que possamos tirar adolescentes da marginalidade, que possam estar incluídos no meio do esporte, fazendo um trabalho social e também revelando novos talentos no esporte. Eu não tenho como fazer esse trabalho sozinho, mas posso ir atrás de representantes, de pessoas que estão diretamente ligadas ao esporte.

Algumas pessoas questionam sobre os campos de futebol que existiam em vários bairros da cidade. Antes existiam campos em determinados bairros, mas com o crescimento da cidade, os donos dessas áreas foram tomando posse e, com isso, esses campos foram sendo desativados. As pessoas não entendem, acham que o prefeito poderia estar comprando esse terreno para que pudesse ser disponibilizado para a sociedade fazer suas atividades recreativas, como sempre acontece, mas nem sempre o proprietário quer vender e, as vezes, quando ele resolve vender, as pessoas não sabem que existe um orçamento, esse orçamento é planejado, ele vai para a Câmara dos Vereadores para ser aprovado, e eu não posso tirar de um local como a saúde, para comprar um terreno de, por exemplo, 50, 90 mil reais, porque eu vou estar direcionando, e ai o prefeito pode ser caçado por improbidade administrativa. Diante disso, temos que pensar, juntamente com pessoas que fazem o esporte na cidade, para que possamos encontrar saídas para fomentar mais ainda o esporte em todas as modalidades. Esse é um desejo que tenho como pré-candidato.”

Rota 343 - Que tipo de medidas poderiam ser tomadas para a geração de emprego no município?

“O prefeito realizou bastante concursos públicos, onde o quadro de funcionários, 80% são concursados e os demais são comissionados. Agradeço a população que se inscreveu e participou dos concursos, dando o direito de ingressar pelos seus méritos, seus conhecimentos.

Hoje eu acho que, qualquer gestor, qualquer candidato, precisa fomentar e incentivar o empreendedorismo. Às vezes, as pessoas colocam esse empreender, mas as pessoas não sabem o que é esse empreender. Ela tem vontade, tem disposição, mas não tem as condições necessárias para fazer empreendedorismo.

Primeiro, a gente tem que descobrir talentos, para que a pessoa tenha realmente entendimento do que quer fazer, depois ir atrás de parceiros que fomentem o empreendedorismo, como, por exemplo, o Sebrae, o Banco do Nordeste, para que ele possa estar trazendo informações e meios de qual a melhor forma de essa pessoa estar empreendendo. Apesar de ter a disputa com os grandes comércios, mas que ele possa adquirir espaço no meio econômico. Essa é uma das medidas que eu tomaria para estar ajudando a população.”

Rota 343 - Você sabe quais são os postos de saúde em funcionamento em Floriano? E na questão de exames básicos, você acha que está satisfatório, atendendo as necessidades da população, ou considera que precisa de grande melhoria?

“Volto a elogiar o prefeito, pois o prefeito teve a capacidade de reestruturar todos os postos de saúde, na estrutura física, para que possam estar atendendo a população em um ambiente de grande qualidade, para que as pessoas tenham um atendimento digno. Isso o prefeito fez ao longo do seu mandato, fez investimentos para que possa estar dando uma remodelagem para cada posto de saúde.

Hoje temos 24 postos de saúde espalhados pela cidade, tanto na zona rural como na zona urbana, oferecendo a melhor qualidade na sua estrutura física. Nós ainda temos um grande problema. Todas essas unidades básicas respeitosamente precisariam ter um cumprimento de 8h diárias de um médico de Atenção Básica, que é a PSF. Mas, isso não é um problema só de Floriano. Então ficam só essas 4h diárias, e pela escassez de médico, fica inviabilizada uma total assistência para a população, ocasionando uma deficiência muito grande na questão médica. Por mais que os órgãos externos, como Ministério Público, exijam que os municípios façam concursos, façam que os médicos cumpram a carga horária, isso se torna praticamente impossível, pois há essa falta de médicos. Muitas vezes esses profissionais se desdobram nas suas atividades, atendendo o plantão hospitalar, o trabalho no PSF, e ai o município não consegue exigir a carga horária de 40h semanais.

Sobre os exames básicos, o município atende sim. Eles tem uma grande rede de prestação de serviço, são feitos todos os exames, a gente não está desassistidos, mas o problema é a grande demanda. Por sermos uma cidade polo e atendermos 19 municípios, acaba esgotando os exames para a população de Floriano. O que eu deixaria de sugestão para melhoria, são os exames de imagem. A gente ainda tem uma grande deficiência na parte de ultrassom, de ressonância magnética, que a gente ainda depende da cidade de Teresina, onde os serviços são pactuações, e esses serviços são direcionados para lá, por ter outros centros, uma grande quantidade, e por ser exames mais caros e de resolução melhor. Acredito que o secretário de Saúde, juntamente com o prefeito, esteja fazendo um trabalho para que alguma clínica da cidade possa estar oferecendo esse serviço, que a gente possa estar pactuando na nossa cidade, para que possamos estar contemplando todos os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).”

Rota 343 - De que forma poderia acontecer o aproveitamento das águas do rio Parnaíba, considerando que temos 9 meses sem chuva?

“Eu tenho uma grande admiração pelo Rio Parnaíba. Desde criança eu gosto de me banhar no rio, então tenho uma grande admiração. Eu fico preocupado com o que tem acontecido, pelo fato de ser biólogo, pois aos poucos tenho percebido que o Rio Parnaíba está morrendo. Eu vejo poucas políticas ecológicas voltadas para a preservação do nosso Parnaíba, não somente a nível municipal, mas também estadual. Vejo poucas ações direcionadas para os cuidados desse rio.

A primeira coisa que precisa acontecer é cuidarmos dessas águas. Depois, é saber o que ele poderia trazer de desenvolvimento econômico para a nossa cidade, pois eu vejo um grande potencial. Durante o meu curso de Biologia, em 2000, preocupados com as margens, realizamos alguns projetos de reflorestamento, estudos sobre desmatamento, mas não tivemos apoio do poder público. Talvez, naquele tempo nosso conhecimento era muito pouco, mas já existia um grupo de alunos preocupados com o desmatamento no entorno do Rio Parnaíba.

Ele é um grande potencial, mas em nossos estudos, fizemos um levantamento e um dos grandes problemas é que as margens do Rio Parnaíba pertencem a latifundiários, que são pessoas com grande poder aquisitivo e que não tem interesse de vender ou fazer melhorias nessas margens. Com isso, dificulta muito que os gestores façam aproveitamento das águas do rio. A maioria das vezes vemos, nas margens, construção de casas de pessoas que adquiriram essas terras para satisfação própria e não com objetivo de desenvolver a economia e o agronegócio, que é um dos carros chefes para a utilização do Rio Parnaíba. Acredito que poderemos rever esses pensamentos e pensar em uma forma mais fácil de pensar em uma parceria. Rever essa questão dos latifundiários as margens do Rio Parnaíba, para que a gente possa trabalhar. O Colégio Agrícola e a Universidade Federal do Piauí tem uma área na qual a gente pode estar fazendo esse trabalho de conscientização, para que possamos ter um melhor aproveitamento do rio.”

Rota 343 - O que poderia ser feito para contribuir de forma permanente e constante para o desenvolvimento das atividades rurais existentes em Floriano?

“O desenvolvimento hoje na agricultura é um pouco difícil, pois o agricultor, há 20 anos atrás, sobrevivia das chuvas, que eram muito regulares. Com isso, ele tinha as datas certas para fazer o preparo da terra, o plantio e a colheita e, com isso, eles iam se mantendo durante o período da estiagem. Mas, com a irregularidade das chuvas, ficou muito difícil de se morar no campo. Cada vez mais o homem do campo tem vindo para a cidade, apesar de não haver essa necessidade, pois o transporte escolar já atende toda uma situação, para que eles possam continuar morando na sua localidade.  O prefeito tem todo um cuidado para que a escola e a saúde estejam presentes na população do campo. Com isso, a gente precisa fortalecer esse desenvolvimento do homem do campo.

Precisamos trazer estudos, fazer parceria com a Embrapa, com a Secretaria Estadual de Agricultura, pois só o município não tem condições de fortalecer essa economia. A gente pode fazer esse fortalecimento mostrando ao homem do campo que existem técnicas e melhoramentos genéticos, para que eles possam fazer um plantio, tirar para o sustento da família e também para o desenvolvimento econômico. Isso pode ser feito através de hortaliças, de piscicultura, de ovinocultura, da suinocultura, todos esses são potencialmente forte para o desenvolvimento rural.

Agora, a gente tem que criar parceiros para que o homem do campo se sinta seguro para fazer esse engajamento, que tenha essa contrapartida para que ele possa fortalecer não somente seu dia a dia, mas que possa tirar seu sustento. A gente pode estar buscando parceiros para capacitar esse homem do campo, para mostrar que ainda é possível sobreviver com suas atividades da zona rural, que há possibilidade sim de fomentar a economia rural com a economia local da cidade. A matéria prima retirada do campo pode ser comercializada na cidade.”

Rota 343 - Que ações poderiam ser realizadas para melhorar os índices de educação das nossas escolas?

“Os índices das nossas escolas melhoraram muito, em relação aos índices da gestão passada. Dou parabéns para a Secretaria de Educação, para os diretores, para os professores, pois no fim do ano pudemos ver a entrega de várias medalhas, destaque de vários alunos em diversas categorias de competições e alguns campeonatos que são comuns tanto para escolas públicas quanto particulares.

Minha sugestão para melhoria é que a Secretaria dê mais condições, faça mais planejamentos, mais capacitações com os professores, para que eles possam estar atingindo o índice necessário. Também é preciso trazer esse foco dos alunos, de que através do conhecimento eles podem alcançar muito mais, não somente aqueles que se destacaram com medalha, mas mostrar que todos são capazes, e para isso é necessário capacitar os professores, para que eles encontrem ferramentas que disponibilizem essa autoestima para os alunos, de que através do estudo eles podem conseguir muito mais do que o conhecimento da sala de aula.”

Rota 343 - Como incentivar os alunos a gostarem de estudar, visto que hoje temos muitos atrativos eletrônicos, que muitas vezes afastam as crianças de livros, etc.?

“A presença eletrônica está muito próxima de todos. A ferramenta eletrônica, a internet e outros meios de comunicação eletrônico facilitaram muito a busca por conhecimento. É preciso estimular os alunos a leitura, seja através do meio eletrônico ou físico, mas só se consegue isso se houver um trabalho mais efetivo, uma capacitação pedagógica desde o início, mostrando para as crianças que a leitura é fundamental para o desenvolvimento psicológico e intelectual de cada um. Porém, isso tem que ser um trabalho feito desde o início dos estudos infantis, para que ele possa estar associando a vida moderna e não deixando de praticar a leitura, que é algo que vem de muito tempo. A leitura do livro físico ela já está no meio eletrônico. Para isso, é preciso buscar uma forma de contagiar esses alunos para uma leitura mais efetiva, do que ficar apenas buscando coisas superficiais nas redes sociais e aparelhos eletrônicos.”

Rota 343 - Você acha que o Mercado Central poderia atender a população de forma mais satisfatória?

“O Mercado Central, assim como em várias capitais e cidades, é um forte ponto econômico. Sei que na situação que nosso mercado se encontra, ele não favorece e não tem atrativo para nenhum desenvolvimento econômico. O prefeito Joel Rodrigues já fez um pedido de uma emenda junto a um deputado estadual e o governador de que disponibilizasse recursos para a recuperação e reestruturação do nosso Mercado Central.

Eu daria uma sugestão ao prefeito de que se tornasse público, que fosse gerenciado por uma empresa público privada, pois vários Mercados Públicos de cidades de porte parecido com Floriano são gerenciados por esse tipo de empresa. Isso teria um impacto muito forte, pois algumas situações seriam colocadas, como a questão da conservação do prédio, arrecadação de impostos. Infelizmente, os proprietários dos box do município não possuem nenhum vínculo efetivo de pagamento.

Eu sei que lá tem pessoas que tem 40, 50 anos de convivência, e isso seria uma situação muito brusca. Depois da reforma, seria adaptado esse novo modelo de gerenciamento, e com isso seriam cobradas taxas, o que resultaria em confusão, pois as pessoas ainda não estão preparadas para essa nova moldagem, essa nova metodologia de trabalho, onde o serviço público é gerenciado por uma empresa público-privada. Mas, essa é uma alternativa que eu vejo, que é não somente para o município, mas para os comerciantes que ali estão em posse daquele box. A empresa faria capacitações e transformaria o local em um centro atrativo econômico da nossa cidade. Se o prefeito conseguir a reforma, seria uma opção, ou que então se criasse uma empresa junto a prefeitura para que fizesse esse trabalho.”

Rota 343 - Você está por dentro da prestação de contas do município? Sabe no que o dinheiro da cidade está sendo investido?

“No município, um dos grandes termômetros da prestação de contas é a Câmara dos Vereadores e o Tribunal de Contas do Município. Hoje, existe um portal do município, onde a gente, como usuário do município, pode acompanhar toda a prestação de contas e todos os passos que são públicos. Todas as prestações de contas passaram pela Câmara, onde não foram encontradas irregularidades pelos vereadores. Vejo que o prefeito é muito consciente nessa questão da prestação de contas, é muito zeloso, e vejo que ele tem todo um cuidado. É muito satisfatório, no sentido de colocar bem claro e transparente as prestações de contas. Existe a prestação de contas da saúde, que é feita pelo Conselho de Saúde, a da educação é feita pelo Conselho de Educação. Acredito que essas pessoas são pessoas íntegras, onde parte são usuário e parte são do Governo, mas que tem capacidade para fazer essas avaliações e acompanhar as prestações de contas que acontecem, principalmente, nessas duas áreas. Acho satisfatório sim, do ponto de vista pessoal.

Os investimentos estão sendo feitos, a gente vê o esgotamento sanitário, que estava mais de 15 anos parados, já está sendo retomado. O prefeito teve que pagar algumas multas porque o processo ficou parado, a gestão passada pegou o recurso para outras finalidades, e acabou gerando ônus para o gestor atual. Acredito que o prefeito se esforça muito, corre atrás. Eu vejo que a cidade melhorou muito, com pavimentação, com mais obras na cidade, o campo da cidade se tornou um canteiro de obras muito grande, então muitos investimentos foram colocados na cidade. É preciso melhorar mais sim, mas vejo que o prefeito colocou muitos recursos na cidade, para estar aquecendo a economia local.

Rota 343 - O que você considera necessário para que um político faça um bom trabalho em seu cargo de prefeito/vereador?

“Para um prefeito fazer um bom trabalho, é preciso ter parceria entre todos os outros níveis, tanto nível estadual quanto federal. É preciso ter parceria com deputados estaduais, federais, senadores. Além de tudo, é preciso transmitir para a população seriedade, credibilidade, disposição, dinamismo, confiança, integralidade e respeito. Acho que isso é primordial para ocupar um cargo de prefeito ou vereador. É preciso ter em mente essas condições, pois são muito importantes e fazem com que a população enxergue essas qualidades.”

O Rota 343 aproveitou a entrevista para falar sobre um assunto que, de certa forma, está se tornando polêmico: o novo coronavírus. A pandemia, que afeta Floriano e o restante do mundo, tem causado muitas opiniões divergentes, pois com ela, além da doença, outros problemas vieram à tona, como problemas econômicos. Confira as respostas do pré-candidato Ancelmo:

Rota 343 - Qual sua opinião sobre o fechamento do comércio?

“O coronavírus fez necessário essa postura de fechamento do comércio e isolamento social. Nós não estávamos preparados para lidar com esse vírus e, o fechamento do comércio, deixando apenas os serviços essenciais aberto, era a única alternativa. Porém, eu sei que isso é um prejuízo muito grande para a economia, mas enquanto não encontrarmos uma saída, uma forma de reabrir e se reinventar, se faz necessário esse isolamento social. Nós não estamos preparados para o enfrentamento dessa doença, nem educadamente e nem estruturalmente na parte da saúde. Já se faz quase um mês que o comércio está fechado, mas acredito que encontraremos uma saída para o enfrentamento dessa crise.”

Rota 343 - Qual sua opinião sobre o isolamento social?

“O isolamento social foi importante, porque esse vírus é de contágio através do contato direto e indireto, então quanto mais próximo estivermos, mais contaminação irá acontecer. Temos os exemplos dos Estados Unidos, países da Europa, onde teve um grande índice de contaminação. A gente tem que respeitar a curva de contaminação, pois a gente não tem outra arma além do isolamento social, pois isso eu ainda o defendo. Também é preciso ter uma educação quando sair de casa, termos a consciência de que somos um veículo de contaminação, então precisamos respeitar cada cidadão, cada pessoa, além de fazer o mínimo, que é lavar as mãos, usar máscara, são situações que a gente deve fazer para se proteger e proteger os outros.”

Rota 343 - Você sabe o montante a mais que Floriano recebeu para combater o coronavírus? Você percebeu o investimento desse valor?

“A prefeitura, através da Secretaria de Saúde, vem fazendo um trabalho muito árduo, no sentido de conscientizar, de garantir esse isolamento social, de mostrar para as pessoas o que é necessário fazer. Vejo também a participação da Vigilância Sanitária, na criação do comitê gestor para o enfrentamento da crise, onde o prefeito não puxa a responsabilidade só para ele, mas também para os outros órgãos, para que eles se sintam corresponsáveis para as tomadas de decisões, e isso é importante. Vejo a sanitização de alguns imóveis, de alguns postos de saúde, em que a prefeitura contratou uma empresa para fazer esse serviço. Também vejo investimento na compra de equipamentos, o chamamento público para a compra de EPIs, a contratação de profissionais que estejam voltados especificamente para o combate.

Apesar do município ter recebido cerca de R$ 1,5 milhão para o enfrentamento dessa crise e combate ao vírus, acredito que o recurso está sendo bem aplicado na medida do possível. A gente ainda não sabe como vai ficar, mas acredito eu que o dinheiro está sendo alocado de acordo com as necessidades, é praticamente impossível já ter gasto esse valor todo, então até o momento eu vejo sim as atividades da saúde sendo colocadas nesse enfrentamento. O investimento está sendo feito de acordo com o comportamento do vírus e está sendo feita as barreiras de isolamento para que não sejam acometidas mais pessoas.”

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