Mulher que vivia em situação de escravidão revela ter sofrido abuso sexual

Abusos foram cometidos por outro trabalhador, que também vivia em situação precária na chácara.

Uma das vítimas resgatas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na última terça-feira (09), por viver em situação análoga a escravidão durante seis anos, revelou ter sofrido abuso sexual. A denúncia sobre o crime de abuso sexual foi feita na quarta-feira (11), ao Creas (Centro de Referência e Assistência Social) de Floriano (PI). As informações são do G1.

De acordo com a vítima, o autor do crime é outro trabalhador, que vivia nas mesmas condições que ela e sua filha. A data em que os abusos aconteceram ainda é desconhecida. 

“Ela detalhou como tinham sido os episódios [de abuso sexual], e apontou os possíveis agressores, contando que era do conhecimento do senhor que as mantinha em cárcere privado. O senhor não era o agressor, era outra pessoa que estava a cargo desse patrão", disse o psicólogo Cássio Marques, do Creas de Floriano, ao G1.

O psicólogo ainda contou que as mulheres vivam em uma situação de sofrimento psíquico intenso. Apesar de serem de Floriano, elas perderam o contato com os familiares e não sabem mais como se orientar ao andarem pelas ruas do município.

Por conta do transtorno psicológico apresentado pelas duas vítimas, uma investigação será realizada para saber se essa condição foi desenvolvida durante o período em que viveram em situação de escravidão, ou se elas já nasceram com essa condição psicológica.

Depois de serem resgatadas, as mulheres foram encaminahdas para uma residência, onde estão recebendo acompanhamento da assistência social e também do sistema de saúde.

Entenda o caso

Duas mulheres foram resgatadas na última terça-feira (09) depois de viverem por seis anos em cárcere privado e condição análoga à escravidão. As vítimas, mãe e filha de 44 e 21 anos, trabalhavam em um sítio próximo a BR-343, em Floriano (PI). As informações são do G1 e do Portal Cidade Verde.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, que fez o resgate das vítimas, uma mulher realizou a denúncia durante uma fiscalização de rotina realizada pelos policiais. Ela passou detalhes sobre a situação das vítimas aos policiais, que foram até o local.

Aos policiais, as vítimas relataram que foram trabalhar na propriedade a convite do proprietário. Em troca do trabalho doméstico, ele prometeu pagar um salário mínimo, além de cesta básica. Porém, as mulheres informaram que nunca receberam o valor combinado, além de serem proibidas de deixar a propriedade.

No local, as duas vítimas eram responsáveis por fazer os serviços domésticos e também pela limpeza do sítio.

"Elas informaram que nunca receberam tais quantias e que eram proibidas de saírem de deixar o local. Além de realizar todo o trabalho doméstico e limpeza do sítio, constantemente, eram informadas que o banho era exclusividade dos seus patrões, além de constantemente sofrerem constrangimentos", informou o inspetor Alexsandro Lima, do Núcleo de Comunicação da PRF.

O dono da propriedade poderá responder pelos crimes de sequestro, cárcere privado e por trabalho análogo à escravidão. A Polícia Civil e o Ministério Público do Piauí investigam o caso.

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