Deputado federal Merlong critica maneira como Bolsonaro lida com crise no Brasil

O parlamentar afirma que as medidas adotadas aumentarão a fome e o desemprego

O deputado federal Merlong Solano (PT/PI) discursou em sessão virtual da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (21), sobre a forma como o governo Bolsonaro tem conduzido o País diante do que chamou de a maior crise social, econômica, ambiental e humanitária pela qual o Brasil já passou. 

“A pandemia segue firme. São mais de 136 mil mortes no Brasil. A crise se aprofunda também na área social, com a volta da fome e com mais da metade da população economicamente ativa fora do mercado de trabalho”, frisou.

O parlamentar, que também é economista, criticou especificamente as decisões no campo econômico e fez uma avaliação do impacto das medidas adotadas até agora. “Qual é a estratégia do Governo Bolsonaro? Corta o auxílio emergencial, de seiscentos para trezentos reais; e anuncia o seu fim a partir de dezembro. Com isso, reduzirá o consumo das famílias, o que repercutirá negativamente sobre a atividade econômica”, destacou.

Merlong ressaltou ainda um possível aumento do desemprego pelo fim do auxílio às empresas para o pagamento dos salários e o fim da compensação à queda de arrecadação dos Estados e Municípios, cujo impacto deve ser a redução da capacidade de investimento desses entes nos próximos meses.

Plano de Reconstrução

O deputado avalia que o momento exige ainda mais investimentos estatais, nem que isso signifique o crescimento da dívida pública.

“O mundo todo, na sua experiência histórica, sabe que, nas ocasiões de profunda crise, é preciso que o Estado entre fortemente fazendo investimentos e conduzindo a ação da iniciativa privada. É este o caminho que temos que seguir no Brasil: aumentar o investimento público e induzir a iniciativa privada à recuperação da sua confiança para que a economia do País volte a crescer”, frisou.

Para finalizar, Merlong destacou a importância de uma nova fonte de recursos para a criação de um Fundo Solidário. “É necessário um sério processo de reforma tributária, que permita que o que hoje é pago com dívida pública possa vir a ser pago amanhã com tributação sobre os mais ricos e os super ricos”, disse.

A reforma tributária também é uma das principais pautas do Plano de Reconstrução e Transformação lançado nesta segunda-feira (21) pelo Partido dos Trabalhadores. O documento, com mais de 200 páginas, traz uma série de ações nas diversas áreas, como social, econômica, cultural e ambiental.

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